Justiça do Rio mantém PMs do caso AfroReggae na cadeia
Rio - A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro negou, na quinta-feira, o pedido de revogação de prisão preventiva dos policiais militares envolvidos na morte de Evandro João da Silva, coordenador do grupo AfroReggae, ocorrida em outubro passado.
Na sua decisão, a juíza Ana Paula Barros, afirmou que a prisão do capitão Dennys Bizarro e do cabo Marcos Sales deve ser mantida para garantir a ordem pública e evitar uma possível intimidação das testemunhas por parte dos acusados.
Segundo a juíza, a eventual liberdade dos policiais poderia trazer ainda mais descrédito ao Poder Público. Para ela, a conduta dos policiais, revela-se mais grave do que aquela praticada pelos bandidos.
As testemunhas de defesa serão ouvidas pela juíza Ana Paula Barros no próximo dia 17, ao meio-dia, na Auditoria da Justiça Militar.
"Ainda serão ouvidas, como testemunhas do Juízo, civis que estiveram presentes no momento dos fatos, inclusive com relação próxima à vítima fatal, sendo certo que, uma vez em liberdade, poderão os acusados tomar providências no sentido de inviabilizar a repetição das provas em sede judicial, podendo incutir medo nas referidas testemunhas, inviabilizando, por conseguinte, eventual aplicação da lei penal militar", afirmou a juíza na decisão.
O crime
Evandro foi assassinado ao reagir a um assalto quando passava na esquina das ruas do Ouvidor e do Carmo, no centro do Rio de Janeiro.
Câmeras de segurança de lojas próximas ao local do assassinato registraram a presença dos dois PMs, que chegaram a abordar os dois assaltantes, mas depois os liberaram, ficando ainda como par de tênis e a jaqueta roubados de Evandro.
As imagens também mostram que os PMs não prestaram socorro à vítima, que estava caída na calçada.
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